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A sessentista kombi deixará de ser fabricada no Brasil em 2014

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ESTÁ KOMBINADO: É O FIM 
TERÇA, 16 JULHO 2013 23:53
ESCRITO POR JAMES KLAUS



Sessentista deixará de ser fabricada no Brasil em 2014



Não foi por falta de vontade do fabricante. Os engenheiros da Volkswagen não conseguiram posicionar freios ABS e air bag na Kombi, o que significa que estará em desacordo com a legislação brasileira daqui há um ano. Criada na Alemanha, começou a ser fabricada em 1950 e no Brasil em 1957, o utilitário multifuncional atingiu uma produção de 1,5 milhão em 2011. O fabricante – no Brasil – não confirma, mas não nega o fim da produção, e alega não ser a primeira vez que se depara com impasses técnicos.



A Kombinationfarhzeug, em português “veículo de uso combinado”, foi projetada no pós-guerra não somente por alemães, mas por um oficial das forças de ocupação inglês Major Ivan Hirst – a Alemanha perdeu a 2ª guerra mundial –, pelo engenheiro alemão Alfred Haesner e por um holandês, Ben Pon, que desenhou o projeto em 1947. A primeira versão vendida ao Brasil, em 1950, tinha apenas 30 cavalos, quatro marchas não sincronizadas e sistema elétrico de 6v, alimentado por dínamo. Segundo Hirst, a Kombi foi concebida no dia 23 de abril de 1947 e Haesner assumiu a produção. Em 1948, com a fábrica novamente sob controle da Alemanha, os primeiros protótipos rodavam pelas ruas, revelando o primeiro mini-furgão do mundo.
Fama internacional

A Kombi conquistou a simpatia de motoristas de diversos países, recebeu nomes curiosos como “Pão de forma”, em Portugal, “Papuga”, na Polônia, “Bulli”, na Alemanha, “Perua”, no Brasil e “Bus” nos EUA. Ela faz parte da história de muitas famílias brasileiras e é o ganha pão em setores como o dos transportadores de mercadorias, fretamento escolar e de funcionários, ou ainda lanchonetes móveis (caldo de cana). 
Atualmente, o Brasil é o único país com a produção ativa desde 1996, quando parou de ser fabricada em outros países. O mercado externo procura pelo veículo brasileiro. Desde 2000, um fabricante de motor homes da Inglaterra compra de 100 a 200 Kombis anualmente. 
Um fabricante brasileiro, instalado na grande Joinville, passou a produzir um modelo similar para recreio, a Kombinet. O empresário Plínio Cesar diz que pensou em fabricar um motor home com preço mais popular. “O cliente me traz a Kombi e faço a montagem por R$34 mil, incluindo a mudança necessária na documentação, senão é alteração de características do veículo e dá problema”, diz ele, que vende a Kombinet para São Paulo, Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina.
Dúvida

O grande mistério agora é como a Kombi se adequará a obrigatoreidade de sair de fábrica com air bag e freio ABS, já que o diretor de desenvolvimento de veículos da Volkswagen, Dietmar Schmitz, não encontrou a solução para o problema: onde fixar no eixo dianteiro o sensor do air bag que envia o comando para abertura em caso de colisão. A dificuldade é estranha, mas determinante para o fim da fabricação.
Ao que parece, essa ilustre senhora de 62 anos está com os dias contados. Alegria para as marcas asiáticas e demais concorrentes do segmento, saudosismo para os apreciadores de um furgão que fez história nas estradas brasileiras.


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